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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Celebrando o Diwali

Entre o fim de outubro e o começo de novembro os hindus celebram o Diwali (algo como nosso ano novo). As pessoas vestem roupas novas, há fogos de artifícios, as famílias se reúnem para jantar e as pessoas se presenteiam com doces. A comemoração dura a semana toda, mas apenas na quarta-feira (este ano comemorado no dia 02/11) é feriado na Índia e o dia oficial para o jantar e a troca de doces.

Tive a oportunidade de passar o Diwali na casa de uma família indiana com mais alguns trainees (todos da América Latina). Vestimos roupas típicas, jantamos todos juntos e dançamos (músicas de Bollywood).

Na casa havia um altar dedicado à Lakshmi (ou Laxmi). Esta deusa é a representação da fartura, da beleza, da riqueza, da generosidade. É a esposa do deus Vishnu. Os hindus limpam suas casa, rezam e oferecem flores à deusa para que ela os abençoe no novo ciclo que se aproxima.

Abaixo algumas fotos do meu primeiro Diwali!


Mulheres (ocidentais e indianas) celebrando o Diwali



Eu, Pri e Amandinha - 3 brasileiras comemorando o Diwali



Quase uma indiana, não?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um minuto de fama no Taj Mahal

Sábado fui à Agra conhecer o tal do Taj Mahal. Me surpreendi! Não é a toa que o mausoléu construído pelo príncipe Shah Jahan foi escolhido como uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

Fiquei encantada pela beleza e o misticismo do lugar. Impossível não se deixar envolver, não ter calafrios, não perceber que está realizando mais um sonho, não admirar uma construção feita por mais de vinte mil pessoas, não pensar em quantos terão a mesma oportunidade de estar ali no seu lugar.

Agradeci mentalmente. Não me contive e comecei a chorar. Primeiro uma lágrima, depois duas, três. Tentei evitar, mas já não dava mais. Lá estava eu no meio de uma multidão de turistas e indianos chorando compulsivamente.

Chorei de alegria, de entusiasmo, de emoção. Um sentimento de realização pessoal e de uma certeza de que realmente valeu a pena largar toda a zona de conforto e optar pelo incerto, pelo desconhecido, pelo novo.

Perceber que são estas novidades e descobertas que fazem com que eu viva e não apenas exista. Que me motivam a sempre buscar mais e que me ajudarão a ser um ser humano melhor. Por mais utópico que possa parecer é este friozinho na barriga que me impulsiona e que me impede de ser conformista. É por isso que concordo com Gandhi de que devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo!

E embriagada por este misto de sentimentos, apenas voltei à realidade quando um indiano, vencendo a timidez, me perguntou se eu poderia tirar uma foto com ele. Não entendi o motivo, mas aceitei. Só não esperava que a partir deste momento eu fosse ter meu um minuto de fama. Bem ali, aos pés do Taj Mahal...